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Postado em 3 de novembro de 2008 às 5:57hs | Categoria software livre
SIG: uma visão para estudantes, administradores e profissionais de TI

Esse artigo foi escrito por Gustavo Freitas, Profissional de Tecnologia da Informação, Bacharel em Sistemas de Informação e está cursando pós graduação em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior. Ele já escreveu 714 artigos no GF Soluções.

widget desenvolvido por Gustavo Freitas.


Esse artigo é um Guest Post escrito por Tayná Freitas Brandão. Ela é graduanda em Engenharia civil pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), estagiária da Estação Climatológica de Feira de Santana, bolsista Iniciação Científica UEFS/DTEC e, o mais importante, minha sobrinha (risos). Esse é seu primeiro artigo num blog, mas tenho certeza que muitos outros virão.


A tecnologia de sistemas de informações geográficas está tendo um crescimento substancial no Brasil. De um tema restrito ao meio acadêmico e a alguns órgãos públicos no inicio dos anos 90, as geotecnologias representam hoje um segmento destacado das aplicações da informática no Brasil, cujos clientes incluem concessionárias de serviços de redes de telefonia, água e energia, prefeituras e instituições da área ambiental, estudos censitários e de políticas publicas.

O que é um SIG?

Um sistema (automatizado) de coleta, armazenamento, manipulação e saída de dados cartográficos. No SIG, a realidade é representada (modelada) como uma série de elementos geográficos definidos de acordo com dois atributos de dados. O elemento de dado geográfico (o dado espacial) é usado para providenciar uma referencia para o elemento de dado atributo (o dado não espacial). Por exemplo, as coordenadas (x, y) de localização de altitude são um atributo geográfico usado para providenciar uma referencia para locais de elevação. No SIG, o elemento geográfico é visto como mais importante do que o elemento atributo e este é um dos pontos chave que diferenciam um SIG de outros sistemas de informação.
A crescente preocupação com preservação do ambiente deve incluir uma tomada de decisão que envolva interações complexas entre diferentes recursos naturais e as sociedades. As inquietações se referem a processos de desertificação, erosão (principalmente em solos agrícolas), monitoramento de espécies em extinção, poluição de corpos de água, contaminação de aqüíferos e solos, mudanças climáticas globais entre outros. Para mapear e monitorar tais mudanças, bem como planejar respostas apropriadas são necessários programas que possam capturar e armazenar informações sobre os recursos naturais existentes, usando a tecnologia espacial disponível (Satélites de Sensoriamento Remoto) e SIG. Sistemas de Informações Geográficas podem auxiliar na avaliação de impactos ambientais e fazer simulações de cenários alternativos.
Pode-se dividir os sistemas disponíveis em 2 grandes ramos: os sistemas comerciais e os sistemas acadêmicos. Alguns sistemas comerciais, quando adquiridos, trazem embutida a plataforma computacional do fabricante. Já com os sistemas acadêmicos, a escolha pela plataforma de trabalho (computadores e periféricos) é totalmente livre. Geralmente, os sistemas comerciais são, em grande maioria, mais caros que os sistemas acadêmicos. Por exemplo, o SPRING, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE é totalmente grátis e pode ser adquirido pela internet.

Sistemas de Informações Geográficas e a Web

Como os usuários de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) podem tirar proveito de um dos mais recentes e revolucionários campos da Tecnologia da Informação (TI), a internet? Novas imagens de satélite, com resolução espacial de 1 m ou menos, estão disponibilizados e distribuídos através de mecanismos, conhecidos como “geobibliotecas” e armazéns de dados espaciais (Clearinghouse ou Data Warehouse).

Servidores de mapas livres disponíveis na Web

Map Server

O Map Server é uma aplicação do tipo CGI, desenvolvida em C++. Trata-se de um ambiente de desenvolvimento padrão OpenSource para construir aplicações executáveis na internet. Este foi desenvolvido para ser executado na plataforma Linux e no servidor Apache. Mas, de acordo com as especificações, o Map Server não é um SIG completo. Ele oferece funcionalidades básicas para suportar grandes variedades de aplicações espaciais na web.

GeoTools

O GeoTools é uma biblioteca Java para manipular e mostrar mapas. Ele é usado para mostrar mapas de maneira interativa em um navegador, sendo executado na máquina cliente – sendo portanto um applet.

Alov Map

O Alov Map é outro servidor de mapas que pode ser obtido livremente. É uma aplicação Java que permite publicar mapas vetoriais e matriciais na internet e visualizar dados espaciais no navegador. Para aplicações rápidas e pequenas, a versão applet do Alov é a mais recomendada. É de fácil entendimento e conta com recursos básicos suficientes para a maioria das demandas para disponibilizar mapas na internet.

GIS – 4.0

O GIS – 4.0, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, é um servidor de mapas do tipo applet. Acessa e mostra mapas no formato SHAPE. Acessos a este aplicativo estão disponíveis na página.

TerraLib

Como iniciativa nacional, a TerraLib, é uma biblioteca de classes que permite a construção de um ambiente colaborativo e seu uso para o desenvolvimento de variados aplicativos e ferramentas para análise geográfica. Como ferramenta de pesquisa, a TerraLib tem por objetivo fornecer um ambiente para o desenvolvimento de protótipos SIG que incluam novos conceitos, como modelos de dados espaço-temporal, ontologias(semânticas) geográficas e técnicas avançadas de analise espacial.

Visualizadores de mapas

Os aplicativos citados a seguir não são considerados servidores de mapas, mas apenas visualizadores de mapas e podem ser adquiridos gratuitamente pela internet. São aplicativos desenvolvidos com a finalidade excessiva de visualizar dados espaciais, geralmente de formatos proprietários. O formato proprietário mais aceito é o da ESRI – Environmental Systems Resource Institute -, conhecido como SHAPEFILE (.SHP), gerado pelo ArcView e outros sistemas da ESRI.

O formato SHAPEFILE é também gerado por programas não proprietários da ESRI. A ERDAS oferece gratuitamente o ViewFinder 2.1, que pode ser adquirido na página , escolhendo a opção “Free Download”. A PCI Geomatics oferece na sua página o Geomatica FreeView, que permite visualizar imagens no formato matricial e mapas no vetorial. Ele permite visualizar, realçar e analisar imagens de satélite LANDSAT, SPOT, RADARSAT, ERS-1, NOAAAVHRR e foto aérea. Permite sobreposição dos dados armazenados em um SIG. O FreeView disponibiliza muitas ferramentas úteis, como aproximações no mapa e realce de imagens. Porém nenhuma operação de salvamento é permitida.

Terra View

O Terra View uma opção doméstica para leitura de dados SHAPEFILE. Trata-se de um aplicativo construído com a biblioteca TerraLib com a finalidade de apresentar um visualizador de dados geográficos com recursos de consulta e análise. Comparado com os visualizadores anteriores, este programa apresenta mais flexibilidade, com a opção de origem de dados.

Conclusão

Os SIG são uma ferramenta cuja utilização só tende a crescer, tendo em vista principalmente o vasto campo de atividades em que intuitivamente se pode perceber a aplicabilidade de uma ferramenta como esta, e que normalmente pela pouca capacidade de investimento ou pouca familiaridade de nossos profissionais com a ferramenta, ainda não são atendidas.
Falar de sistemas de informação geográfica numa ótica empresarial é entrar num terreno ainda por desbravar, pelo menos na prática e no Brasil. Mas o potencial é tão grande que qualquer negligência nesta área pode custar caro em termos de competitividade no futuro. Novas variáveis, como a Internet, por exemplo, abrem caminho para novas aplicações. Atualmente, com software colocado à disposição por fornecedores e bases de dados públicas, já se pode obter muitas informações úteis, o que era impensável até há bem pouco tempo.
Numa altura em que as empresas têm que otimizar todas as variáveis, os SIG surgem como um elemento de apoio à decisão que começa a ser imprescindível para o sucesso dos negócios. Os datawarehouses estão se popularizando, as ferramentas de data mining seguem-lhes os passos e as ferramentas de apoio à decisão são cada vez mais populares. Porque não se começa a pensar agora no tratamento via SIG de muitos destes dados? Não se trata de sugerir que os SIGs sejam agora a solução milagrosa, a silver bullet que tantas outras tecnologias já prometeram. Antes pelo contrário. As organizações que “têm os pés na terra”, sabem que os milagres só acontecem depois de muito trabalho. Com os SIG acontece o mesmo. Eles são meras ferramentas – cabe às organizações tirar deles aquilo que eles lhes podem dar.

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(2) Comentários   
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2 Comentários »

  • Tayná Freitas disse:
    23 de maio de 2009 às 9:44

    Na verdade, não seria a diferença entre o terra view e o terra lib?
    O terralib, é uma biblioteca de classes, escritas em C++, para o
    desenvolvimento de aplicativos geográficos de arquitetura integrada
    Este Busca atender aos usuários desktop, usuários coorporativos e centros de dados geográficos…
    Seu Código fonte aberto, distribuído via Web também permite construir aplicativos customizados de acordo
    com o interesse do usuário

    Já o terra view, é um aplicativo construído sobre a biblioteca Sendo o Terra lib um visualizador de dados geográficos com recursos de consulta a análise destes dados.
    O TerraView manipula dados vetoriais (pontos, linhas e polígonos) e matriciais (grades e imagens).

    Responder
  • Gabriel disse:
    22 de maio de 2009 às 23:29

    Por gentileza, poderia indicar a diferencia entre terraview e terra sig? Obrigado!

    Responder

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